
Dieta balanceada e fracionar as refeições amenizam a vontade repentina por comidinhas ‘excêntricas’
Pão com pasta de amendoim, melancia com queijo, doce de leite com mostarda e por aí vai. Você já deve ter ouvido falar sobre os desejos das gestantes por comidas inusitadas. Não importa se a futura mamãe nunca gostou daquilo: de repente surge uma vontade imensa de comer, mesmo que pareça estranho para a maioria das pessoas.
Segundo Jorge Alberto Buchabqui, professor do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os desejos por combinações malucas são comuns, embora muitas gestantes passem os nove meses sem manifestar essas vontades. “Não existe uma comprovação científica que explique esse fenômeno, mas sabemos que está associado às modificações hormonais do período”, diz.
Mudanças emocionais
Os hormônios na gestação provocam intensas mudanças no estado físico e psicológico da mulher, influenciando não só o seu paladar como a sua sensibilidade. Para Maria Rita Souza Mesquita, diretora da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (Sogesp), as manifestações de desejos alimentares em algumas mulheres também podem ser explicadas pelas mudanças emocionais.
“A gestante tem necessidade de se sentir cuidada por aqueles que a rodeiam e, muitas vezes, as vontades estranhas são um meio de chamar a atenção. Entretanto, nem sempre isso tem efeito emocional. Querer comer gelo ou alimentos picantes, por exemplo, é uma forma de aliviar os enjoos e vômitos”, explica.
Dieta balanceada
A gestante pode ceder às suas vontades, desde que seja com moderação. “Há mulheres que sentem desejo por substâncias não comestíveis, como terra e tijolo. É claro que, nesses casos, o bom senso deve falar mais alto, já que há sérios riscos de contaminação”, diz Buchabqui.
Fracionar as refeições em pequenas porções ao longo do dia e manter uma alimentação saudável pode amenizar o problema, já que essas medidas aliviam as náuseas e o excesso de salivação. “Quando os desejos forem muito impulsivos a ponto de incomodar a gestante, é necessário o acompanhamento psicológico e nutricional”, explica Maria Rita.
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